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Olho seco

O OLHO SECO ocorre, em 80% dos casos, nos dois olhos ao mesmo tempo. Pode manifestar-se em qualquer época, mas no outono e inverno, pela baixa umidade do ar, às vezes se intensifica. Os sintomas são ardência, coceira, queimação, olhos vermelhos e irritados, visão borrada que melhora com o piscar, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, desconforto depois de ver televisão, ler ou trabalhar ao computador.

Trata-se de uma alteração na qualidade ou quantidade da lágrima, que umedece, protege, oxigena e limpa o epitélio corneano (membrana que reveste a córnea) e a conjuntiva (membrana que recobre o globo ocular), além de manter a transparência da córnea, essencial à boa visão.

Contribuem para o aparecimento do OLHO SECO a utilização excessiva de ar-condicionado, o calor seco, o uso de lentes de contato e a poluição. A síndrome pode resultar ainda de doenças como alergias e lúpus – doença auto-imune em que o organismo produz anticorpos que atacam a pele, articulações, rins e outros órgãos fundamentais – e do uso de remédios contra hipertensão, distúrbios digestivos, antialérgicos, descongestionantes, antidepressivos, tranquilizantes e pílula anticoncepcional.

Sem lágrima, os olhos dos portadores da síndrome ficam mais expostos à ação de fungos e bactérias, que podem provocar doenças como conjuntivite – inflamação da conjuntiva – e úlceras na córnea. Olhos ressecados favorecem infecções repetidas que tornam a córnea opaca e levam à perda da visão.

Prevenção é a melhor alternativa. Pessoas com sintomas devem consultar um oftalmologista. O tratamento do OLHO SECO em fase inicial é simples. Às vezes, basta estimular a produção da lágrima por meio de uma dieta com suplentação de Ômega 3, comum nas sementes de linhaça, nozes e algumas verduras.

Também é indicado colírio substitutivo da lágrima, que tem como inconveniente o uso pelo resto da vida. Outra alternativa, para casos mais graves, é a cauterização de pontos lacrimais para que a lágrima permaneça nos olhos por mais tempo. Mas muita gente, infelizmente, só procura o oftalmologista quando os olhos já apresentam danos irreversíveis, como as úlceras.

Além da alimentação, há outros cuidados preventivos. Quem usa muito o computador ou lê prolongadamente, por exemplo, pode habituar-se a piscar repetidamente para manter os olhos umedecidos ou colocar uma vasilha com água onde costuma ficar ou dormir. Já a mulher, obviamente, não precisa abandonar os tratamentos estéticos. Basta tomar cuidado para não contaminar os olhos com cremes ou protetores solares.

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